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Homilias

Escrito em 23/04/2019

Homilia do Domingo de Páscoa

Catedral Metropolitana de Goiânia, 21 de abril de 2019

Homilia do Domingo de Páscoa
1. Cristo vive! Aleluia! As primeiras palavras que lhes quero dirigir não são mais do que o eco jubiloso daquela surpreendente notícia, que ressoa desde a Vigília Pascal: “Por que procurais entre os mortos Aquele que vive?” Não está aqui. Ressuscitou” (Lc 24,5-6). Dito assim, dois homens, de vestes resplandecentes (cf. Lc 24,4; cf. 9,30), interpretam, na luz das Escrituras, o prometido sinal de Jonas: “Assim como Jonas esteve no ventre do monstro marinho três dias e três noites, assim o Filho do Homem estará no ventre da terra, três dias e três noites” (Mt 12, 40); cf. Lc 11, 29-32). Por isso, Ele já não está ali, no lugar do morto, porque é maior do que Jonas dentro da baleia (cf. Mt 12, 41) e o sepulcro jamais O poderia conter. Recordando estas e outras palavras, segundo as quais “o Filho do Homem havia de ser entregue, crucificado e ressuscitado ao terceiro dia” (cf. Lc 24, 7-8) as mulheres perplexas aprendem a ler, nas Escrituras, os sinais do sepulcro aberto, da pedra removida, das faixas de linho no chão e do sudário enrolado noutro lugar (cf. Jo 20, 6-7): “Não está aqui. Ressuscitou” (Lc 24, 6).
 
2. Cristo vive. Aleluia! Ele é  Aquele que vive, o Ressuscitado. Não está ali, no sepulcro, porque não foi acordado do sono da morte para voltar ao que era dantes. Não. Doravante, Ele é eterno Vivente. Ele está vivo e vive para sempre, sempre presente de modo radicalmente novo. Mas estão, se Ele não está ali, no lugar do morto, onde está Ele? “Ele está em ti, Ele está contigo e nunca se vai embora. Por mais que tua te afastes, lá está o Ressuscitado, chamando-te e esperando-te para recomeçar. Quando te sentires envelhecido pela tristeza, pelos rancores, pelos medos, pelas dúvidas ou pelos fracassos, Ele está presente para te devolver a força e a esperança (CV 2). “Cristo vive e quer-te vivo” (CV 1).
 
 
3. Cristo vive. Aleluia! Digamo-lo hoje e sempre, e com toda a alma, porque “corremos o risco de tomar Jesus Cristo, apenas como um bom exemplo do passado, como uma recordação, como alguém que nos salvou há dois mil anos. Isso não nos serviria de nada, deixar-nos ia iguais, não nos libertaria. Aquele que nos enche com a sua graça, aquele que nos liberta, aquele que nos transforma, aquele que nos cura e nos consola é alguém que vive. É Cristo ressuscitado, cheio de vitalidade sobrenatural, vestido de luz infinita. Por isso dizia São Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé” (1 Cor 15,17)” (CV 124). Ora, a notícia da Páscoa do Senhor é outra: E ele não é um morto desaparecido. Ele está vivo e vive para sempre! Por isso, “alegra-te com o teu Amigo que triunfou” (CV 126). “Cristo vive e quer-te vivo” (CV 1).
 
4. Cristo vive. Aleluia. “Mataram o Santo, o Justo, o Inocente” (cf. At 2, 23-24), mas Ele venceu o mal. Também na tua vida o mal não terá a última palavra , porque o teu Amigo, que te ama, quer triunfar em ti. O teu Salvador vive (cf. CV 126). E “se E ele vive, isso é uma garantia de que o bem se pode tornar caminho na nossa vida, e de que as nossas fadigas servirão para alguma coisa. Então podemos deixar as lamentações e olhar para a frente” (CV 127).
“Cristo vive e quer-te vivo” (CV 1).
 
5. Cristo vive. Aleluia. Agarrado a Ele, viverás e atravessarás, ileso (a), todas as formas de morte e de violência, que se escondem no teu caminho (cf. CV 127). Porque Ele vive, acredita que em todas as situações obscuras ou dolorosas há sempre uma via de saída (cf. CV 104): crê que E ele te conduzirá a bom porto. Em Cristo, morto e ressuscitado, tens o teu porto da misericórdia e da paz. Agarra-te, por isso, como aquelas mulheres, à corda da esperança como uma âncora que se atira ao fundo da plenitude dos tempos, para não te desorientares nem andares à deriva, no meio das tempestades da vida. Agarrado a esta corda da esperança, mantém vivos os teus sonhos, projetos e ideais, porque a vida é uma aventura que vale a pena viver (cf. CV 32). Em tudo sempre, “lembra-te de Jesus, ressuscitado de entre os mortos” (2 Tm 2,8). Ele quer-te vivo e a salvo, hoje mesmo, no seu porto de misericórdia e de paz.
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