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Escrito em 14/09/2018 por Fúlvio Costa

Testemunho vocacional dos novos padres da Arquidiocese de Goiânia

Em entrevista, os ordinandos contaram como se deu o seu chamado e o sim a Deus para o serviço ministerial do sacerdócio

Imagem Homilias

Nesta sexta-feira (14), às 19h, os diáconos Adnilson Pedro Gomes, Pedro Mendonça Curado Fleury e Rodrigo Lacerda Correa serão ordenados sacerdotes para o serviço da Igreja. A cerimônia será presidida pelo arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Auxiliadora. Concelebram os bispos auxiliares, Dom Levi Bonatto, e Dom Moacir Silva Arantes, além de todo o clero arquidiocesano. Em entrevista, os ordinandos contaram como se deu o seu chamado e o sim a Deus para o serviço ministerial do sacerdócio. Confira!

Diácono Rodrigo, 26 anos
A história vocacional do diácono Rodrigo começou quando ele tinha 11 anos de idade. Antes de se tornar católico, chegou a participar de alguns cultos em igrejas protestantes, mas, ao conhecer a catequese, percebeu que seu lugar era na Igreja Católica. O convívio na comunidade o levou a participar de um coral de crianças. Um seminarista, que fazia pastoral em sua comunidade Menino Jesus de Praga, hoje matriz da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, do Bairro Hilda, criou o grupo de acólitos, e Rodrigo começou a se interessar pela vida da comunidade. A família também ajudou. “A proximidade com a Palavra de Deus, adquirida muito cedo, me ajudou a amar a Igreja, e aos 12 anos de idade, eu disse à minha mãe que queria ser padre”.

Apesar da tenra idade, Rodrigo se dedicava à paróquia. Foi coroinha, fez catequese. Aos 15 anos, foi crismado e começou a ajudar na catequese. Aos 17 anos, tornou-se catequista de adultos e o padre José Luiz da Silva, então pároco da Paróquia Cristo Ressuscitado, o levou para participar do encontro vocacional no ano de 2008. Ele participou da primeira turma do Grupo da Escola Apostólica e, no ano de 2009, o jovem ingressou no grupo “Aprofundamento”, que se preparava para ingressar no Seminário Propedêutico. “Fiz uma caminhada contínua mesmo que às vezes eu pensasse que não seria padre, mas o chamado de Deus sempre foi mais forte em minha vida desde criança. Mantive-me nesta caminhada porque eu acreditava que precisava entender a voz de Deus e segui-la”. 

"Eu acreditava que precisava entender a voz de Deus e segui-la

Ao terminar o ensino médio, ele ingressou no Seminário Santa Cruz, onde morou um ano. Depois, sete anos no Seminário Maior São João Maria Vianney e, neste ano de inserção pastoral, ele reside no Seminário Menor São João Paulo II e cuida da Pastoral Vocacional arquidiocesana. 

Diácono Adnilson, 35 anos
Com 35 anos de idade, diácono Adnilson morou na zona rural até os 19 anos com os seus pais. Natural da cidade de Bela Vista de Goiás, as primeiras experiências religiosas dele se deram por meio da oração do Santo Terço em família e com os vizinhos. A figura do padre era mais distante, pois o distrito em que morava só tinha a Santa Missa uma vez ao mês. Os pais, por sua vez, sempre foram exemplo de caridade. “Certa vez, meu pai dirigiu-se aos vizinhos, com a carroça, para angariar donativos e doar para pessoas, peões de fazenda, que se mudaram para as proximidades da nossa casa. Ganhamos muitos materiais e essa foi uma experiência de fazer o bem ao próximo que me marcou intensamente”, contou.

Ainda na fazenda, fez a Primeira Eucaristia e a Crisma com uma catequista que morava ali. Um fato marcante em sua vida foi a mudança para a cidade de Bela Vista, onde passou a morar com uma irmã e a participar de aulas de música. Adnilson começou a levar a sério a música em sua vida e ingressou em uma banda. “Eu sonhava em fazer shows”, disse ele. Os pais o ajudaram financeiramente no início e, depois, ele trabalhou na empresa Lacticínios Piracanjuba, em Bela Vista.

O coral da Paróquia Nossa Senhora da Piedade foi mais um passo do jovem rumo a seu amadurecer cristão na vida comunitária. Na banda, ele permaneceu pouco tempo, fez alguns shows com os colegas em fazendas, mas depois o grupo se desfez. “Então, permaneci na Igreja e comecei a gostar do que eu fazia”, afirmou. Ele ingressou na Renovação Carismática Católica e na paróquia conheceu também as oficinas de oração do Frei Inácio Larrañaga. “Essas oficinas foram um diferencial em minha vida de oração, pois me ajudaram bastante a aprender como rezar e a ser mais fiel. Adnilson ajudou o grupo de oração da RCC. As novenas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ouvidas pelo rádio, também despertavam seu amor por Maria e pela vocação e o desejo de um dia tocar em uma novena.

Eu queria dar uma resposta real às necessidades que eu via o padre passar ao atender tantas comunidades sozinho

A extensão da paróquia de Bela Vista, que na época ainda era abrangida pelo município de São Miguel do Passa Quatro e Cristianópolis, o fizeram pensar sobre o trabalho que tinha o padre para atender tanta gente. “Isso me fez dar uma resposta diferente a Deus”. O contato com a Palavra de Deus também foi um fermento em sua vocação. “Eu queria dar uma resposta real às necessidades que eu via o padre passar ao atender tantas comunidades sozinho”. Em 2009, Adnilson participou do encontro vocacional e, no ano seguinte, recebeu resposta positiva para morar no Seminário Santa Cruz. “Depois de todos esses anos, eu amadureci. Muito do que eu trouxe para o seminário ficou para trás. Os aspectos positivos continuam comigo. Quando vim para o seminário, tinha a ideia perfeita de padre, uma imagem já definida de sacerdote que, com o tempo, caiu por terra. O seminário me mostrou que eu estava totalmente equivocado. A Igreja tem seu caminho, uma imagem do que é o sacerdote e isso eu consegui perceber, graças a Deus, já no primeiro ano. Entendi que eu devia ser o padre que a Igreja precisa, não o padre que eu queria. Não sei dizer quais desafios vou enfrentar, mas, por outro lado, até hoje eu tenho confiado no Senhor todos esses anos e continuarei a confiar”.

Diácono Pedro Mendonça Curado Fleury, 31 anos
O jovem Pedro também cresceu na zona rural, no município de Pirenópolis, Diocese de Anápolis. Ele, porém, é natural do município de Goianésia, na Diocese de Uruaçu. A Paróquia Nossa Senhora da Abadia, de Pirenópolis, administrada pelos padres claretianos, é a sua primeira referência de igreja. Na família, a avó sempre foi a referência religiosa. A mudança da família, em busca de melhorias de vida, foi marcante na vida de Pedro. Aos 7 anos de idade, ele foi morar no estado do Mato Grosso, onde participou da paróquia na cidade de Água Boa. Aos 15 anos, a família mudou-se Goiânia, onde ele cursou o ensino médio. Participou do grupo de jovens na Paróquia São Paulo Apóstolo. “Naquela época eu comecei a sentir a inquietação de viver a fé mais autenticamente. Tinha também o desejo de me entregar para entender o que Deus queria de mim”. 

O encontro pessoal com Cristo se deu na faculdade, onde ele fez um retiro espiritual de fim de semana com os jovens e, nesse encontro, Pedro sentiu que Deus o queria.  Em Goianésia, ele conheceu o padre André, recém-ordenado, da Diocese de Uruaçu, que foi um grande testemunho em sua vida. “Sem ele falar nada para mim, me veio aquela inquietação de ser padre, que eu sentira há uns três anos. Procurei esse padre para conversar, fiz direção espiritual com ele e fui entendendo que o sacerdócio era a vontade de Deus para minha vida. 

"Fui entendendo que o sacerdócio era a vontade de Deus para minha vida

Pedro conheceu o padre Rodrigo de Castro, que na época era o animador vocacional na Arquidiocese de Goiânia. Ele chamou o jovem para morar na casa paroquial, para fazer experiência vocacional e conhecer como era a vida do padre. Morou com padre Rodrigo nove meses e, depois, na Paróquia São Pio X, com padre Arthur e padre Warlen, até entrar no Seminário Santa Cruz, na etapa propedêutico, em 2010. 

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