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Escrito em 05/05/2019 por Fúlvio Costa

Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística têm retiro espiritual e formação sobre o serviço do altar

Ser testemunhas do Ressuscitado, essa deve ser a busca diária dos ministros, conforme Pe. Antônio Donizeth

Imagem Homilias

No sábado (4) aconteceu no Edifício Pamplona, o Retiro dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora – Catedral de Goiânia. Orientou o momento, o padre Antônio Donizeth do Nascimento, coordenador arquidiocesano de Arte Sacra. Abriu o retiro, o pároco, Mons. Daniel Lagni que refletiu sobre o episódio do Evangelho em que Jesus diz ser o Pão da Vida, o Pão que desceu do Céu (Jo 6,48). “Ele é o próprio Deus, a vida eterna à qual somos todos destinados”. Em seguida agradeceu a todos pela presença e dedicação no serviço do altar.

Em sua exposição, padre Antônio fez algumas provocações aos ministros e convidou a refletir sobre o serviço do altar. “A maioria das vezes somos designados para fazer coisas e nos perdemos sem a oração. Muitas vezes somos operários de um culto”, afirmou. O sacerdote disse que os ministros jamais devem deixar de cultivar a íntima relação com Deus por meio da oração. 

Padre Antônio também comentou que é preciso dissociar a adoração do rito da Missa e é necessário celebrar a Eucaristia adorando. “Muitos leem e rezam no momento da adoração ao Santíssimo Sacramento, mas isso não é adoração e simuma introdução, uma preparação a adoração. O ápice do culto de adoração não é lê e rezar, mas a íntima relação com Deus”, esclareceu. Os ministros do altar, conforme o orientador do retiro, devem lançar nas pessoas o anseio de ir além-mar, isto é, de sair da realidade de pecado, a partir do encontro pessoal com Jesus. “Como está nosso rosto ao sair da celebração eucarística? Apresentamos um rosto cansado das escalas que tem sido uma ‘praga’ para muitas pastorais ou levamos para casa a experiência do Ressuscitado?”, provocou. Segundo ele, a fé das novas gerações depende do nosso testemunho. “Como os jovens vão ver sentido em nossa fé se só chegamos em casa com o rosto cansado de servir? Não somos testemunhas de ritos, regras e normas litúrgicas, mas testemunhas da graça”.

Cabe ainda ao Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística, ter a sensibilidade que teve Maria Madalena ao ir visitar o túmulo de Cristo e, mesmo sem encontrar o seu corpo, decidiu ficar ali porque tratava-se do seu Senhor. “Domingo é o dia do Senhor e precisamos ser como Maria Madalena, só deixar a casa de Deus quando encontrá-lo. Não podemos voltar para casa com o rosto abatido da experiência da escala, mas com o frescor do encontro com o Ressuscitado (Jo 20, 18), precisamos ter o nosso nome pronunciado por ele e, ao mesmo tempo nós também devemos pronunciar o seu nome no altar, pois disso depende o futuro da nossa casa e do mundo inteiro”, disse.

Para Sérgio Ricardo Ferreira, coordenador dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora – Catedral de Goiânia, o retiro é uma iniciativa da nova gestão, que começou em janeiro. O objetivo é realizar o momento uma ou duas vezes ao ano, de modo especial em um lugar mais reservado para a oração, como uma chácara, por exemplo. “Queremos proporcionar uma vida espiritual a nossos ministros, fazendo um progresso. Não queremos simplesmente ser executores de um trabalho automático: chegar, servir o altar e ir embora para casa. Que ele seja isso que nosso formador falou, uma luz onde vivemos, no trabalho, em casa, na sociedade. Nossa intenção é despertar nos ministros que existe uma vida espiritual, um caminho a ser seguido”, explicou. 

Na parte da tarde, já no interior da Catedral, foi apresentada ao grupo uma cartilha com procedimentos operacionais para padronizar algumas ações no altar. “Nós fizemos uma cartilha junto com nosso pároco, buscamos em livros algumas normas para o serviço no altar. A cartilha foi feita por meio de um trabalho coletivo pedindo aos ministros que manifestassem alguns problemas que eles veem no serviço do altar e, a partir disso, nós fomos procurar e fizemos junto com o sacerdote uma cartilha para orientá-los a respeito”, afirmou  o coordenador. 

 

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