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Homilias

Escrito em 24/05/2019

Homilia na Solenidade de Nossa Senhora Auxiliadora

Sua visita a Isabel é um dos acontecimentos mais significativos da vida da Jovem de Nazaré, escolhida para ser a Mãe do Redentor.

Homilia na Solenidade de Nossa Senhora Auxiliadora

24/05/2019

(AP 21,1-5/pág. 259 III vol. Lecionário)
SI Magnificat (1,46-55/pág. 261III vol. Lecionário)
(GI 4,4-7/pág. 263 III vol. Lecionário)
(Lc 1,39-47/pág. 270 do III vol. Lecionário)

Queridos irmãos sacerdotes, membros da vida consagrada. Excelentíssimas autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário. 
    
Como comunidade católica peregrina nesta Arquidiocese de Goiânia.
      
Todos os anos celebramos, com o maior carinho, a solenidade de nossa Senhora Auxiliadora, padroeira de Goiânia e da Arquidiocese. 
        
Nada melhor que a palavra de Deus para centrar-nos na autêntica celebração de nossa Mãe.
      
“Eu vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, vestida qual esposa enfeitada para o seu esposo” (AP 21,2).
        
A nova Jerusalém que desce do céu é a humanidade transfigurada pela presença de Deus, mas é também Maria. Aquela mulher que, ao chegar a plenitude dos tempos, com o seu “sim” incondicional ao Espirito Santo, acolheu em seu seio a encarnação do Verbo, Jesus Cristo, que é a plenitude da revelação do Amor Infinito de Deus pela Humanidade. Cf. G1 4,4-7).
      
O evangelho nos apresentou um traço importante da vida interior de Maria: Sua atitude de serviço humilde e de amor desinteressado. Sua visita a Isabel é um dos acontecimentos mais significativos da vida da Jovem de Nazaré, escolhida para ser a Mãe do Redentor. 
     
Ela acabara de conceber o Filho de Deus. Isabel, sua prima, também se encontrava grávida, de João Batista, o precursor. Inspirada pela fé e pelo amor, a “Eleita de Deus “ partiu para a região montanhosa, dirigindo-se ás pressas a uma cidade da Judéia.
    
Esta é uma expressiva imagem de Maria feita peregrina. Enquanto, ao longo de quatro ou cinco dias, percorre a distância que separa Nazaré da Judéia, sua alma arde de alegria, de ação de graças e de esperança. O encontro das duas primas que estão para serem mães constitui o primeiro anúncio profético do Novo testamento. De fato, como escreve o Evangelista, “quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espirito Santo. ”
    
A presença de jesus santificou João, ainda no seio de sua mãe. Isabel faz então o grande elogio a sua prima: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. ” “Bem-aventada és tu que acreditaste. ”

Irmãos e irmãs, Maria foi, sem dúvida, a maior testemunha da fé em Cristo. Como ensina o Concilio Vaticano II, ela “avançou na peregrinação da fé, mantendo fielmente a união com o seu Filho até a cruz” (LG 58).

No início do século XX, um famoso escritor francês Charles Péguy, captou um mal-estar típico do seu tempo, mal-estar esse que infelizmente continua sendo do nosso tempo: “ O homem moderno- dizia ele- sofre de amnésia de eternidade”. E é pura verdade.
   
Hoje, na selva dos ruídos ensurdecedores e das solicitações “dos olhos, da carne e da soberba da vida”, o ser humano parece viver pulando de uma fonte para outra sem conseguir matar a sede da própria alma: porque o homem tem sede do Eterno, tem sede de Deus, precisa de fé. 
    
A solenidade de Nossa Padroeira é um convite a olharmos para o alto e para frente. A nossa vida não se esgota nesta terra, mas possui um desenvolvimento e um cumprimento maravilhoso além do cenário frágil da nossa experiência cotidiana. Olhando para maria, podemos dizer com absoluta segurança: o “melhor” deve ainda chegar. O mais belo deve ainda se manifestar! ”
    
Não nos esqueçamos desta verdade consoladora, meus irmãos e minhas irmãs. Olhemos para Maria. Contemplemo-la como exemplo de fé e peçamos-lhe que nos alcance a graça duma fé humilde e forte, esclarecida e comprometida.
    
Mas que significa ter fé?
Significa acreditar em Jesus Cristo, confiar inteiramente nele, aderir a ele, com o coração, a inteligência e a vontade, isto é, com todo o nosso ser.

Ninguém pode dizer que tem fé, se não procura conhecer Jesus de Nazaré, filho da virgem Maria, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Ter fé em Jesus é aceitar os seus ensinamentos que têm como centro o mistério da sua morte e ressurreição.

Ter fé é ainda seguir os passos de Jesus, ter comportamentos semelhantes aos seus: é seguir uma conduta segundo os valores e os preceitos do evangelho.

Todo este peregrinar na fé, à semelhança de Maria, pé fonte de paz, de esperança e de conforto nas dificuldades e nos sofrimentos de existência.

O que nos caracteriza, como cristãos, é a vida de fé. Por isso, uma das missões fundamentais da Igreja consiste em educar na fé os seus membros. Tarefa de.

Bem-vindos!

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