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Escrito em 08/06/2019 por Eliane Borges - Vicom, Arquidiocese de Goiânia

Igreja celebra Festa de Corpus Christi no próximo dia 20 de junho

A celebração acontecerá na Praça Cívica, a partir das 17h

Imagem Homilias

Na festa de Corpus Christi, toda a Igreja Católica celebra a presença real de Jesus no meio do povo de Deus, em corpo, sangue, alma e divindade, personificado na Hóstia Consagrada. Essa celebração foi instituída oficialmente pelo papa Urbano IV, em 8 de setembro de 1264. 

A Arquidiocese de Goiânia convida todo povo de Deus para a Missa de Corpus Christi de 2019, que será celebrada no dia 20 de junho, na Praça Cívica, com início às 17h. Por volta das 19h, os participantes seguirão em procissão pelo anel interno da praça. 

O arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz, presidirá a celebração e o clero arquidiocesano vai concelebrar.  O arcebispo conclama: “Na Solenidade de Corpus Christi, vamos celebrar a nossa fé e testemunhar a nossa comunhão. Queremos que esta seja uma grande celebração da unidade cristã, em torno do corpo eucarístico de Jesus. Nós somos muitos, mas formamos um só corpo e uma só Igreja em torno de um só Senhor. Uma celebração única também quer manifestar que nós nos esforçamos para estar juntos, unidos a Cristo e aos irmãos”.

Dom Moacir Silva Arantes, bispo auxiliar de Goiânia e coordenador arquidiocesano para a ação evangelizadora, explica o sentido dessa celebração. “Corpus Christi é para nós a centralidade da fé. Cremos que ali está verdadeiramente o Senhor Jesus, porque ele mesmo nos garantiu, pelas suas palavras: ‘Isto é o meu corpo e isto é o meu sangue’” (cf. Mt 26,26). Ele também esclarece sobre a ligação desta festa com a Paixão do Senhor, celebrada na Quinta-feira Santa, dia em que Jesus instituiu a Eucaristia, expressando assim seu forte desejo de permanecer com seus discípulos. “O sinal deixado por Ele foi o próprio pão e vinho. Instituída a Eucaristia naquele dia, Ele também instituiu o mandamento do amor e o sacerdócio, de modo que não existiria a festa de Corpus Christi sem a Quinta-feira Santa e a Quinta-feira Santa não existiria sem a Eucaristia”, enfatizou.

Principais momentos dessa festa eucarística
A missa cumpre a ordem de Cristo, quando instituiu a Eucaristia e determinou que os seus discípulos deveriam repetir os seus gestos e aquela repetição e palavras de Jesus garantiriam a sua presença entre eles. Nós celebramos a Eucaristia para trazer ao nosso tempo tanto aquilo que o Mestre fez quanto as consequências do que ele fez.

A procissão manifesta o desejo que nós temos de acompanhar Jesus pelo caminho. Ele passa nos chamando, convocando-nos a segui-lo e nós, na hóstia consagrada, seguimos a Cristo, Nosso Senhor. Vamos acompanhando também, passando por este mundo, a caminho do reino eterno.

A adoração é o reconhecimento da presença real de Cristo na hóstia consagrada. Nós adoramos o Cristo vivo ressuscitado, presente verdadeiramente entre nós. Nós adoramos a Eucaristia naquele pão e naquele vinho consagrados, pois contêm a presença real e verdadeira de Cristo.

Devoção dos fiéis mantém a tradição dos tapetes
No dia da celebração, os tradicionais tapetes da festa de Corpus Christi serão montados por fiéis representantes de 43 paróquias da arquidiocese, a partir das 6h30, no caminho que será percorrido pelo Santíssimo (ostensório com a hóstia consagrada, corpo de Cristo), durante a procissão no anel interno da Praça Cívica. Cada uma dessas paróquias será responsável pela confecção de 2 x 2 m do percurso, trabalho que também contará com a ajuda de seminaristas.

A confecção dos tapetes é um momento importante nessa “Festa da Unidade”, em que o povo se reúne para preparar o caminho. As pessoas se organizam e escolhem os desenhos, que contemplam o mistério celebrado e a fé cristã.

As ruas enfeitadas remetem à entrada de Jesus em Jerusalém, onde as pessoas receberam o Mestre, colocando ramos de oliveira para que ele pisasse. Na procissão, o arcebispo caminha sobre os tapetes, levando Cristo na Eucaristia, que, seguido por seu povo, representado pelos fiéis participantes da procissão, seguem os passos do Senhor.

Foi na histórica cidade mineira de Ouro Preto que teve início, no Brasil, a tradição de enfeitar o trajeto a ser percorrido pela procissão com o Santíssimo Sacramento. Fruto da piedade popular, o costume surgiu em Portugal. Inicialmente, eram usados o sal e as serragens para a ornamentação, mas atualmente uma variedade de materiais é utilizada, em diferentes locais por onde a tradição se espalhou.

 

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