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Escrito em 17/02/2021 por Marcos Paulo Mota

Com Missa de Cinzas, Dom Washington Cruz abre o tempo quaresmal

As cinzas fazem-nos pensar que precisamos de nos arrepender dos nossos pecados. Lembram-nos também que a nossa vida neste mundo é transitória

Imagem Homilias

A celebração da Quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma, tempo propício para a oração, o jejum e a prática da caridade. 

Dom Washington Cruz presidiu a celebração na Catedral Metropolitana, que teve a participação dos fiéis respeitando as normas da Vigilância Sanitária e o distanciamento social. Padre Carlos Gomes, pároco da Catedral, concelebrou. 

Em sua reflexão, à luz da Palavra de Deus, Dom Washington comentou que a duração da Quaresma está baseada na simbologia do número 40 na Bíblia. “Na Bíblia, o número “quatro” simboliza o universo material. Os “zeros” que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Nela é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto, antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer”, explicou.

O arcebispo disse que com a Quaresma, inicia-se uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal: “a Paixão, a Morte e a Ressurreição do Senhor Jesus”. 

O presidente da celebração também exortou os fiéis sobre o sentido das cinzas e dos três gestos que nos fazem viver bem a Quaresma. “As cinzas fazem-nos pensar que precisamos de nos arrepender dos nossos pecados. Lembram-nos também que a nossa vida neste mundo é transitória, que estamos por aqui de passagem e que caminhamos rumo ao Reino definitivo. Para este tempo litúrgico, a Igreja indica-nos três gestos tradicionais: a oração, o jejum e a caridade. São os sinais da conversão nos três âmbitos da nossa vida”. 

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021
“A Campanha da Fraternidade é uma iniciativa pastoral existente desde 1964 no Brasil, No ano 2000, para celebrar o novo milênio e o jubileu da reconciliação e da unidade, os bispos decidiram que, a cada cinco anos, a Campanha da Fraternidade seria ecumênica, isto é, seria promovida em conjunto com outras comunidades cristãs. Por isso, no dia de hoje, esta Campanha da Fraternidade está sendo lançada e assumida também pelos nossos irmãos Luteranos, Presbiterianos, Anglicanos, Batistas, Católicos ortodoxos sirianos e, é claro, por nós Católicos Apostólicos Romanos”, comentou ainda Dom Washington. 

O tema da Campanha da Fraternidade deste ano é: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”. O lema é uma citação da Carta aos Efésios (2,14a): “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”. 

Ao falar sobre o tema e o lema da Campanha da Fraternidade 2021, Dom Washington citou a mensagem do papa Francisco para a Campanha na qual o pontífice afirma. “Os cristãos brasileiros, na fidelidade ao único Senhor Jesus que nos deixou o mandamento de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou, (cf. Jo 13,34) e partindo “do reconhecimento do valor de cada pessoa humana como criatura chamada a ser filho ou filha de Deus, oferecem uma preciosa contribuição para a construção da fraternidade e a defesa da justiça na sociedade”. “A fecundidade do nosso testemunho dependerá também de nossa capacidade de dialogar, encontrar pontos de união e os traduzir em ações a favor da vida, de modo especial, a vida dos mais vulneráveis”.

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